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Resenha - Flores partidas - Editora HarperCollins


Título Original: Pretty Girls
Autor(a): Karin Slaughter
Tradutor(a): Caroline Caires Coelho
Editora: HarperCollins
Páginas: 400
Ano de Lançamento: 2017
Gênero: Policial, Suspense e Mistério

Sinopse: Quando Lydia contou para a irmã que o cunhado havia tentado estuprá-la, Claire não acreditou. Dezoito anos depois, porém, tudo o que Claire achava saber sobre o marido se provou uma mentira. Quando vídeos escondidos no computador de Paul mostram uma face terrível do homem que ela julgava conhecer, Claire percebe que o drama de sua família tem muitas camadas que precisarão ser descobertas antes que a assustadora verdade por fim venha à tona.

Este é um livro difícil. De ser lido e digerido.

Violência, abuso, mentiras, uma enxurrada de angústia nas famílias de Lydia e Claire.

Os piores crimes possíveis, desconfianças mútuas, verdades inconfessáveis, segredos obscuros.

A escrita da autora prende a atenção, mas o assunto abordado machuca, fere, faz a gente pensar em situações que aparecem nas páginas criminais dos jornais.

A natureza humana pode ser muito sórdida.

Resenha - Quando o amor bater à sua porta - Editora Arqueiro



Autor(a): Samanta Holtz
Editora: Arqueiro
Páginas: 301  
Ano de Lançamento: 2016
Gênero: Romance

Sinopse: Ele tem um passado do qual não se lembra. Ela precisa esquecer o seu.

Malu Rocha é uma escritora de 29 anos independente, confiante e bem-sucedida. Mora sozinha em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, onde mantém uma rotina regrada de pedalar todas as manhãs, escrever e, semanalmente, visitar o avô de 98 anos em uma casa de repouso.

Porém sua vida toda controlada sai do eixo quando um homem bate à sua porta e se apresenta como Luiz Otávio Veronezzi, dizendo ter perdido uma reunião marcada com ela. Malu não se lembra do compromisso e sua primeira reação é dispensá-lo. Mas o belo desconhecido insiste, explicando que sofreu um acidente de carro, ficou em coma e perdeu a memória, assim como seus documentos. As únicas coisas que restaram foram um pouco de dinheiro e um papel com o nome e o endereço de Malu, o nome dele e a data da reunião. Luiz confessa que a escritora era sua última esperança para descobrir a própria identidade.

O problema é que ela não tem a menor ideia de quem ele seja.

Desconfiada, mas sentindo-se responsável pelo acontecido, Malu decide ajudá-lo e embarca em uma jornada para descobrir quem ele é – o que acaba trazendo à tona muitos fatos sobre si mesma, seus medos e segredos mais bem guardados, além de um passado que preferia esquecer.

A bela narrativa e a trama que prende do começo ao fim nos convidam a acompanhar Malu e Luiz nessa busca que se transforma em uma história de amor de tirar o fôlego.

Com uma narrativa leve, personagens cativantes e um enredo apaixonante somos apresentados à vida de Malu Rocha, uma escritora famosa que está concluindo seu mais novo romance. Porém, o destino parece lhe pregar uma peça quando um homem sem memória bate à sua porta pedindo ajuda.

Malu é uma mulher forte, séria e fechada. Sua única família é o avô que mora numa casa de repouso e que ela visita religiosamente toda semana. E sua companhia mais constante é de Rebeca, sua assessora estabanada, esquecida e fã. Apesar de escrever romances aclamados pelo público, Malu é descrente do amor. Ela acredita que existem várias formas de se ter um final feliz e não precisa, necessariamente, de um homem para isso.

Quando Luiz Otávio a procura, ela fica receosa com a história dele, mesmo assim decide ajudá-lo, e acabamos por descobrir que quem precisava de ajuda era ela. Luiz defende o amor romântico. Ele acredita que cada pessoa merece conhecer o amor e se deixar envolver por ele. O que ele não sabe é que Malu já conheceu esse amor e se decepcionou muito com isso.

Resenha - Mais lindo que a lua - Editora Arqueiro


Título Original: Everything and the Moon
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano de Lançamento: 2018
Gênero: Romance de Época

Sinopse: Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor. Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças? Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?

Leve, divertido, um bálsamo para a alma depois de três leituras bastante difíceis: duas sobre os horrores da Segunda Guerra Mundial e uma ficção policial em que não se salva quase ninguém.

Julia Quinn é um amorzinho. E, embora seja um livro agradável, não tem tanto enredo quanto a Série Bridgertons (as comparações são inevitáveis, sei que estou sendo repetitiva, mas a verdade é a verdade).

No entanto, é um livro bom e rápido de ler, para nos deixar felizes e sem grandes preocupações.

Nós precisamos disso. Precisamos de obras que nos façam sonhar, que não nos angustiem, que alimentem nossa esperança e fé no amor.

Entrevista com Graciela Mayrink


Nasceu no dia 19 de agosto de 1975, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1994 entrou para a
Universidade Federal de Viçosa (MG), onde cursou Agronomia. Formou-se em janeiro de 2000 e foi para Lavras (MG) fazer mestrado em Fitopatologia, onde ficou até defender sua tese em julho de 2002. A partir de então se dedicou a trabalhar com automobilismo e manteve até agosto de 2010 o SuperLicença, site sobre o assunto. Neste mesmo tempo, fez a assessoria de imprensa do projeto social Ideia Fixa, que ajuda famílias carentes do sertão nordestino. Desde pequena sempre gostou de escrever e na adolescência se dedicava mais aos versos e poemas. Depois passou a escrever pequenos romances. Para o primeiro livro Até Eu te Encontrar, escolheu criar uma história que se passasse em Viçosa. Esta foi uma forma de homenagear a cidade que a acolheu por seis anos e onde foi muito feliz e passou alguns dos melhores momentos de minha vida. Sua ligação com Minas Gerais é muito forte. Toda a sua família é de lá, incluindo seus pais, e desde pequena viajou para o Estado nas férias e feriados. Sempre se sentiu metade carioca, metade mineira. Juntamente com esta homenagem ela quis também prestigiar a pessoa que mais a incentiva e apóia: sua irmã Flávia. Tornou-a protagonista da história, mas não se engane: qualquer semelhança é mera coincidência. Em uma narrativa com muitos diálogos, tentou criar um enredo quase próximo ao real, em um romance que poderia acontecer com qualquer pessoa, inclusive você. O segundo livro (A Namorada do Meu Amigo) também se passa em Minas, mas desta vez em uma cidade fictícia. Ele segue a mesma linha de Até Eu te Encontrar e espera que gostem do seu novo trabalho.
(texto adaptado, extraído do site https://www.gracielamayrink.com.br/biografia)


Você sempre leu bastante antes de se tornar escritora? Quais são suas obras favoritas de outros autores (nacionais e internacionais)? Sempre temos essa curiosidade sobre as pessoas que admiramos.
Sim, sempre li muito e continuo lendo, não há como ser escritor sem ser antes um leitor. Não consigo ficar sem ler, leio praticamente todos os dias, nem que seja uma página. Os livros que mais amo são A Marca de Uma Lágrima (Pedro Bandeira), O Vampiro Lestat (Anne Rice), O Encontro Marcado (Fernando Sabino) e a trilogia do Rei Artur do Bernard Cornwell. Autores que me inspiram são: Luis Fernando Verissimo, Fernando Sabino, Anne Rice, John Grisham, Harlan Coben, Bernard Cornwell, Nicholas Sparks, Nick Hornby, David Levithan e Rick Riordan, mas não me peça para colocar em ordem de preferência (risos), isso é muito difícil.

Qual foi o primeiro passo que você deu para entrar no mercado literário? Nós, leitores, ficamos felizes por você ter acreditado em seu talento inicialmente, pois se isso não fosse dessa forma, não teríamos sido agraciados com suas obras.
Sempre escrevi, mas era mais para passar o tempo, para colocar os sentimentos no papel. Era meu hobby, minha válvula de escape do trabalho. Em 2008, minha irmã começou a me incentivar a publicar porque ela via que eu não estava muito animada com minha carreira profissional. Ela insistiu tanto que comecei a pensar em levar a sério meu hobby. No final desse mesmo ano, a ideia me veio na cabeça e comecei a escrevê-la, terminando em 2009. Esta ideia se tornou Até Eu te Encontrar, meu primeiro livro.

Meu cantinho favorito para escrever é…
Meu escritório, em casa.

Qual livro que você escreveu é o seu preferido e por qual motivo?
Ih, isso eu não vou falar (risos). Não quero deixar nenhum leitor triste pelo meu favorito não ser o favorito dele (risos). Eu tenho minha ordem de favoritos entre meus livros, mas é segredo (risada maquiavélica hehehehehe). Mas cada um dos meus livros foi meu favorito em algum momento da minha vida.

Se você olhar para toda a sua trajetória como escritora até aqui, você diria que seu maior desafio foi…
Acredito que seja conseguir uma editora para publicar, imagino que para todo escritor, ou pelo menos a maioria, este é o grande desafio. O segundo maior desafio é tentar fazer sempre um livro melhor que o anterior.

Resenha - Por lugares incríveis - Editora Seguinte


Título Original: All the Bright Places
Autor(a): Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Ano de Lançamento: 2015
Gênero: Romance

Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Essa é a primeira vez que li algo da Jennifer e preciso dizer que ela já me ganhou nessa capa (sim, eu sei que a escolha da capa é da editora, porém eu compro muitos livros pela capa - me julguem!) que, imediatamente, me lembrou a minha infância e de como naquela época as coisas eram bem mais fáceis.

Com uma narrativa fácil e bem desenvolvida, Niven nos apresenta ao mundo depressivo de Finch, um adolescente que se acha inferior aos demais moradores de própria casa e aos “amigos” da escola. Por causa disso, Finch não quer mais viver e todos os dias ele escolhe uma opção para acabar com a própria vida. Porém, por um motivo nobre, ele passa a ver o mundo com outros olhos.

Assim como Finch, Violet é uma menina cheia de problemas não resolvidos consigo mesma. Após a morte da irmã, tudo o que ela deseja é se formar e ir embora da cidade, deixando para trás tudo o que lembra Eleanor. Incluindo seu sonho de ser escritora.

Jennifer nos apresenta não só um romance entre dois adolescentes. Ela nos fala sobre luto, sobre as formas de lidar com ele e sobre como ele nos transforma. Todo o problema de Violet é justamente esse: não saber lidar com essa dor que nos dilacera. A abordagem do tema foi espetacular, pois a autora conseguiu usar de toda sua delicadeza em um assunto tão difícil. Muito mais que um YA moderninho, Por Lugares Incríveis é um livro incrível. Nele podemos observar sobre o poder da amizade, do diálogo, da confiança. Assim como podemos ver os malefícios do bullying.