Crítica de cinema – It: A Coisa (2017)


Copyright 2017 WARNER BROS. ENTERTAINMENT INC. AND RATPAC-DUNE ENTERTAINMENT LLC. ALL RIGHTS RESERVED / Brooke Palmer

País: EUA
Classificação: 16 anos
Estreia: 7 de Setembro de 2017
Duração: 2h15min.
Direção: Andy Muschietti
Roteiro: Cary FukunagaChase PalmerGary Dauberman
Elenco: Bill Skarsgård,  Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher, Jack Dylan Grazer, Sophia Lillis, Jeremy Ray Taylor, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Javier BotetMegan Charpentier
Gênero: Terror, Suspense
Distribuidora: Warner Bros.

Sinopse: Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o autointitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

O filme, que é inspirado na obra homônima de Stephen King, chega mostrando para o que veio logo nos primeiros minutos. A cena clássica dos irmãos construindo o barquinho de papel que Georgie colocará para flutuar na água de chuva corrente até que cairá dentro do buraco de esgoto e será sucedido pelo marcante encontro entre o irmão de Bill e Pennywise, o palhaço dançante.

O que mais me chamou a atenção durante todo o filme é que não fizeram as cenas com a distribuição de sustos gratuitos e cenas de horror desnecessárias. Tudo o que você vê é parte de um contexto envolvente e que está com todas as pontas muito bem amarradas.

A história se passa nos anos 80 e temos diversas referências à época, porém de uma forma bastante sutil, o que faz com que o foco fique sobre o enredo, fazendo o espectador curtir sem se perder.

A ênfase na verdade não está no Pennywise. O palhaço macabro se fortalece com os pensamentos sombrios e o medo que os jovens sentem. E o filme consegue tratar com a seriedade merecida esses assuntos como bullying, abuso sexual, violência, TOC, a dor do luto, que fazem parte da vida deles.

Outro aspecto bastante interessante é como a presença do Pennywise na cidade de Derry deixa todos indiferentes aos sumiços dos jovens e à violência. Teve uma cena que me chocou mais do que qualquer coisa: quando Henry e seus amigos estão espancando o Ben em uma ponte e passa um carro por eles, ele pede socorro e as pessoas simplesmente ignoram. Às vezes eu sinto como se esse tipo de presença já acontecesse nos dias de hoje, porque vemos tanta gente indiferente ao sofrimento e à dor alheia, que parece algo irreal, difícil de acreditar.

Para vencer essa presença maligna é necessário enfrentar seus medos, o que acaba se tornando um desafio bem grande, pois A Coisa assume qualquer forma. Exemplo: se você morre de medo de cobras, é assim que ele vai se apresentar para você. Acontece que os medos de todos aqueles jovens não são tão objetivos, são subjetivos, são sentimentos que deixam suas vidas bagunçadas.

E eles descobrem que só conseguem enfrentar A Coisa quando estão juntos, unidos, o que traz a lição da força da amizade.

Copyright 2017 WARNER BROS. ENTERTAINMENT INC. AND RATPAC-DUNE ENTERTAINMENT LLC. ALL RIGHTS RESERVED / Brooke Palmer

Crítica por Bruna Brezolini

2 comentários

  1. Olá, assisti esse filme essa semana. Gostei muito apesar de todo o medo que senti, mas enfim: essa é a ideia!
    Bjs

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