Crítica de cinema - Uma razão para recomeçar (2017)



País: EUA
Título original: New Life
Data de lançamento: 19 de outubro de 2017
Duração: 1h28min.
Direção: Drew Waters
Elenco: Jonathan Patrick Moore, Erin Bethea, James Marsters, Bill Cobbs, Irma P. Hall, Terry O’Quinn, Barry Corbin
Produtor: Drew Waters, Erin Bethea
Roterista: Erin Bethea, Candice Irion, Josh Spake, Drew Waters
Gênero: Drama, Romance
Distribuidora: Argentum Entertainment / Cineart Filmes

Sinopse: A vida de Benjamin Morton mudou para sempre no dia em que conheceu sua vizinha. Ava era e sempre será a garota dos seus sonhos. Da inocência de uma amizade de infância, passando pela atração adolescente, o amor deles se fortaleceu e cresceu. Quando a vida dá uma reviravolta, que nenhum deles esperava, todo o seu futuro é questionado. O filme explora os altos e baixos da vida e do amor, mostrando que em tempos bons e ruins a vida pode ser levada com esperança e que sempre há a oportunidade para algo novo.

Ben (Jonathan Patrick Moore) e Ava (Erin Bethea) se conhecem desde a infância. Crescem juntos, se apaixonam e, após alguns percalços, se casam. Ele trabalha na empresa de limusines do pai, e mais tarde se torna arquiteto. Ela vai para a faculdade, porque quer ser professora.


Esse poderia ser o felizes para sempre, mas no caso do filme de Erin Bethea, Drew Waters e um time de roteiristas, se parecia mais com o início de UP, altas aventuras (menos os balões e o escoteiro). Sim, o filme é triste. E isso não é spoiler, porque dá para ver logo no título (o título em inglês, New Life, revela menos sobre o enredo).

Depois de se casarem, Ben e Ava lidam com uma reviravolta em suas vidas, que, como eu disse acima, não é o prêmio da loteria. Ninguém precisa recomeçar depois de ficar rico, apenas quando se vê em um revés. Um câncer.

Ao ver o trailer, fiquei com os dois pés atrás. Por motivos pessoais, não sou muito fã de filmes de doença. A única possível exceção é “A culpa é das estrelas”, porque eu já tinha lido o livro, e mesmo esse me deixa meio deprimida. Eu adoro me emocionar em filmes, mas depende do motivo.

Esse filme parecia ter sido a criação conjunta de Nicholas Sparks com John Green. As cenas iniciais do casal já servem para fazer o espectador se afeiçoar aos protagonistas, e torcer por eles. Eu já comecei a achar que queriam me manipular, e decidi que não ia chorar. Não deu. Levem lenços de papel, porque lágrimas irão rolar, mesmo contra a sua vontade. #ficadica

Porém, apesar de não conhecer o resto do elenco tão bem (nem a Erin Bethea, que além de roteirista, é produtora e faz o papel da Ava), eu fiquei feliz ao reconhecer no trailer um ator querido dos tempos de “Buffy, a caça vampiros”. Sim, o Spike faz um papel pequeno nesse filme, e a mera aparição dele como pai do Ben (com 4 frases) já me animou.

“Uma razão para recomeçar” não vai ser o drama mais original que você já assistiu. Fica claro  pelas falas em voice over do Ben, sobre como viver a vida, que é levemente batido. É perceptível pelas cenas e as falas entre o casal. E até o pedido de casamento, apesar de muito fofo, lembra várias comédias americanas que você já viu. Ao longo do filme, fui remetida a muitos outros que lidavam com primeiro amor entre amigos, amizade que atravessa os anos, e a chance de um recomeço.

O que torna a experiência menos repetitiva e te prende são as (muitas) reviravoltas, e o toque de realidade no sofrimento. A questão é: o sofrimento é universal. Todo mundo passa por uma perda em um momento ou outro da vida. Quase todo mundo se apaixona, e enfrenta dificuldades em um relacionamento, por um motivo ou por outro. Sim, são clichés e foram explorados por vários filmes, mas clichés são repetidos porque em algum momento agradaram. Porque muitos viveram, ou viverão aquilo.

No entanto, cada pessoa pode viver a mesma experiência de forma distinta. Sem frases de autoajuda. Você pode jogar a mesma situação na mão de duas pessoas diferentes. Cada uma delas vai ver, lidar e superar aquilo de acordo com a própria vivência e bagagem que adquiriu. De repente um trauma do passado faz com que um pequeno incidente se torne o estopim de uma bomba. Esse, na minha opinião, foi o grande diferencial do filme.

Nesse sentido, a identificação com uma faceta ou outra da história de Ava e Ben se tornou mais plausível. Temos uma história que foi contada por muitos filmes, e temos elementos em comum, mas, no final, é a história de dois personagens diferentes dos outros que já vimos, com vidas distintas dos outros a quem já fomos apresentados, lidando com as adversidades do seu próprio jeito. Nesse sentido, o drama é dolorosamente real.

Não recomendo para quem não gosta de chorar em filmes, e sobretudo, para quem é afetado por histórias de doença. 

Assista ao trailer oficial: https://goo.gl/GkRajz

Crítica colaboradora Larissa Rumiantzeff

Agradecemos mais uma vez à Aliança de Blogueiros do Rio de Janeiro que proporciona esses encontros incríveis e a oportunidade de ter acesso às cabines para fazermos as críticas para vocês!




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