Resenha - Origem - Editora Arqueiro




Título Original: Origin
Autor(a): Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 448
Ano de Lançamento: 2017
Gênero: Ficção

Sinopse: Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana. Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo. Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

De onde viemos?
Para onde vamos?

Primeiramente eu não entendo como Dan Brown ainda não foi raptado pelo vaticano e questionado a respeito de onde ele tira tantos segredos assim. — brincadeiras à parte. — Então faremos um brinde à licença poética que é bom e todos os autores amam!

Assim como todos os outros livros da sequência, Origem é trabalhada na originalidade de Dan. Muitos acontecimentos, conspirações, simbologias, mistérios, e até um pouco do romance que Dan Brown ama... só que nele, a trama envolve um ponto crítico, a ciência versus a religião. Dois opostos, um dos temas mais delicados para a humanidade desde que o Australopithecus evoluiu para o homo sapiens, literalmente o “homem que sabe”. Essa dúvida, todos nós sabemos que não veio de hoje!

Existe mesmo um Deus? Um criador? Qual afinal é a religião correta? De onde viemos? Para onde nós, seres humanos, iremos?

A história se inicia quando o jovem matemático futurólogo e gênio da informática, Edmond Kisrch, um ex-aluno — de 20 anos atrás. — agora superstar, e amigo do professor Langdon, faz uma grande descoberta em sua área. Pelo jeito, Edmond havia encontrado as respostas para as perguntas que a humanidade até hoje, nunca conseguira encontrar.
No início ele solicita uma audiência com três proeminentes líderes espirituais para “mostrar e discutir” sua descoberta, garantindo que os resultados de suas pesquisas abalariam o mundo. Um representante do cristianismo, islamismo, e judaísmo.

Enquanto isso, muito perto dali, — alguns quilômetros, mais precisamente na Espanha. — o jovem príncipe Julián que vivia nas sombras de seu pai, havia recentemente abandonado sua vida um pouco comum demais para um sucessor da coroa, e começava a se preparar para assumir seu devido posto, e enfim, bem perto dele, estava Ambra Vidal, uma mulher charmosa, de personalidade forte, e decidida, — achei Ambra um porre, desculpe, Dan. — diretora do Museu Guggenheim de Bilbao localizado por ali mesmo, na Espanha.

Local esse escolhido por Edmond para fazer seu pronunciamento. Explicar e provar algo que ele sabia que mudaria o curso do mundo, o entendimento do mundo. Respostas.  

Já professor Langdon, “recebeu” a notícia em forma de um convite e passagens aéreas para ir até a Espanha. Foi quase uma ordem. Edmond precisava que seu professor querido e amigo estivesse presente naquele momento importante de sua vida como cientista, porque afinal, Robert Langdon, tinha culpa naquilo. Robert era sem dúvidas, uma das pessoas responsáveis pelo jovem brilhante estar onde ele estava, ter chegado aonde chegou.

Com os líderes religiosos nervosos, o jovem rei sem saber o que esperar do impacto desse evento para o seu país, o palácio com os bispos em combustão, — sim, Edmond abalou a Espanha toda, principalmente a igreja. — Ambra Vidal sem saber o que aconteceria realmente em seu Museu, — Ambra passara dias programando tudo com Edmond, mas Edmond só disse a ela, o “necessário”. — e o gênio simbologista surpreso e cheio de expectativa, tudo acontece. Devido a noite não acabar como  “estava programada”, Langon e Ambra precisam desesperadamente lutar para que essa descoberta não se apague para sempre.
 
Conspirações por todas as partes, segredos, mortes de origens misteriosas, mentiras, Ambra e Robert com sérios problemas causados pela proximidade dos dois com Edmond, fatos novos, mídia espanhola em alerta...

O que afinal Edmond descobriu que até organizou um coquetel para pessoas tão especiais, escolhidas a dedo? Parecia realmente algo revolucionário. Principalmente quando professor Robert descobre que o gênio da informática transmitiria sua descoberta para o mundo de forma online.

O livro é recheado de cultura e conhecimento — eu até encontrei um padrão: em TODO o início de capitulo, Dan fornece informações estilo “turísticas” sobre onde se passa o capítulo atual! — como é comum de Dan Brown, mas Origem, pra mim, foi mais especial. Cita lugares especiais, as nuances gritantes entre a arte moderna e a clássica, a situação política hoje, assuntos atuais, nazismo, simbologia, Darwin, Gaudí, — amo Gaudí, sério mesmo. — Einstein, — claro! — as leis da física, e principalmente: a influência das religiões nas vidas das pessoas.

Tudo isso intercalando pontos de vistas, personagens literalmente extremos... e vou te dizer que: quando você pensa que uma coisa vai acontecer, acontece outra, e óbvio, o final é surpreendente. Eu me senti uma perita. Acertei algumas coisas, mas errei muitas. (risos)

Conclusão, o livro é o máximo. 448 páginas que sugaram minha alma em uma semana, me fizeram rir, e me trouxeram um tiquinho mais de conhecimento — curto o estilo dele. — que encontro em poucos livros. Dan é sinistro, sou fã.

Pra finalizar, uma dica: Se você não está com pressa para ler, estilo afobado, pegue o livro para ler em uma noite chuvosa — ou tarde fria, rs. Sempre faço e amo.  — com uma boa xícara de café, e se jogue. Origem é uma aventura e superou, sim, as minhas expectativas!

Abraço! 

Onde encontro para comprar?

                                                                               
Resenhista colaboradora Marjory Lincoln

11 comentários

  1. OMG sobre Origem... adoro Dan Brown kkkkk e concordo, não sei como consegue estar inteiro

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    1. Ahhh ele é um autor simplesmente incrível mesmo!! E explora cada assunto delicado sem que a gente fique vendo seu nome circular negativamente nas mídias.

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  2. Dan é sempre maravilhoso, já li todos os livros dele, e sou mega fã. Ansiossíma pra ler origem. Só a sinopse e o primeiro capítulo, já dissem, que está incrível. Obrigada, pela resenha. ❤

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    1. Não sei se você tem Kindle ou curte ler e-book, mas está pela metade do preço na Amazon caso a ansiedade esteja muito grande e a grana esteja curta. ;)

      Só posso dizer uma coisa: como sempre, esta obra dele também é incrível!

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  3. Curto muito livros do Dan Brown, este não podia ser diferente, O segredo do Rei contado no final do livro para o principe foi a melhor.

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    1. O público dele sempre fica muito satisfeito com os trabalhos, né? São demais!

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  4. Vou ser sincero e fazer uma comentário um pouco negativo. Achei que esse livro fosse "inovar" um pouco o estilo do Dan Brown, o que não aconteceu. A fórmula é sempre a mesma para todos os livros. Também achei alguns capítulos desnecessários, parecia que foram escritos apenas para fazer volume, sem influenciar na história. Enfim, o livro é bom, mas fiquei um pouco desapontado. Esperava algo melhor que os anteriores.

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    1. Acho que o Dan Brown, assim como a Nora Roberts por exemplo, possui essa fórmula para que seus livros sejam um sucesso, mas cada um deles traz as suas particularidades e detalhes envolventes que fazem com que os leitores continuem se apaixonando por suas obras. Pode acontecer de algumas pessoas ficarem insatisfeitas mas acaba que agrada mais do que deixa a desejar. Sua opinião é muito válida e tenho certeza de que são críticas construtivas.

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  5. Sabe o que é engraçado?
    No livro Inferno foi descrito que mais da metade da população estaria estéril por causa do tal vírus que foi liberto no final do mesmo.
    E a futuro rei da Espanha estava triste porque a mocinha não poderia ter filhos (por outro motivo)....
    O que me fez pensar: O mundo não tinha ficado praticamente estéril? Gostaria que houvesse mais repercussões sobre esse final tão interessante.

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    1. e no inferno, o filme distorceu tudo. Dan deveria ter processado quem fez o filme.

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