Crítica [Teatro] - Alice no País da Internet (2017)


Local da apresentação: Teatro Bradesco Rio
Data: 19 de novembro de 2017
Horário: 15h
Duração: aproximadamente 60 min.
Classificação: Livre
Roteirista: Chiquinho Nery, Animação: Ricardo Monteiro, Arranjos e Direção Musical: Nico Rezende, Cenários: Alexandre Murucci, Figurinos: Marcelo Marques, Coreografia: Suely Guerra, Direção Conjunta: Chiquinho Nery e Cláudio Handrey, Direção de Produção: Ernaldo Santini, Preparação Vocal: Fátima Regina


Sinopse: O espetáculo Alice no País da Internet é uma viagem pelo mundo da informática, onde a pequena Alice tropeça no teclado do seu computador e cai dentro do seu monitor, empurrada por Bob Mouse, o mouse do computador, interpretado pelo ator Luciano Borges. Alice ganha um notebook de presente no dia do seu aniversário. Quando vai dormir, Alice sonha que seu computador ficou enorme.O palco se transforma num imenso monitor e a história de Alice, uma livre adaptação do conto original “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll; é contada através dos inúmeros recursos que o mundo da informática oferece aos apaixonados por computador. O público terá a oportunidade de assistir a um espetáculo repleto de efeitos especiais onde Alice, presa dentro do seu computador, “viajará” por diversos programas. A Rainha de Copas, a Coelha e o Chapeleiro Maluco, interpretado pelo ator Sergio Duarte, personagens do conto original, também estão presentes neste sonho alucinante de Alice. A personagem Alice é interpretada pela atriz Heloisa Périssé e as personagens Coelha e Rainha de Copas são interpretadas pelas atrizes Antonia Périssé e Luisa Périssé, respectivamente.

Ao sentarmos nas poltronas do teatro, fomos imediatamente convidados para uma deliciosa viagem por um mundo encantador. Alice (Heloísa Périssé), uma menina inteligente, curiosa, doce, esperta e sonhadora, ganha um notebook no dia do aniversário e fica extremamente feliz pois poderá enfim dar a volta ao mundo sem sair de casa.

A jovem, apesar de tão empolgada com seu presente, está muito cansada e acaba adormecendo. Aparece então Bob Mouse (Luciano Borges), um "mouse" pra lá de divertido e que se torna seu amigo. Juntos enfrentarão muitas aventuras, o que enfatiza o valor da amizade. Além disso, podemos observar também que eles vão trabalhar o tempo todo com terminologias novas relacionadas ao mundo virtual.

Com a apresentação do Bob Mouse, surge uma tela gigante e um teclado de computador. Ao se distrair, Alice tropeça no teclado e vai parar dentro do monitor (referência ao momento da obra original em que a personagem cai na toca do Coelho). Desesperada e sem entender o que está acontecendo, ela pede ajuda ao seu novo amigo, que tenta de todas as formas tirá-la de lá.

Bob Mouse, ao tentar tirar Alice de dentro da tela do computador, faz com que ela passe por diversas aventuras, visitando e conhecendo aplicativos como o Spotify, trazendo, na verdade, pessoas que a jovem vai amar conhecer e nós também! Como, por exemplo, o Caipira (Rogério Freitas), que leva Alice para passear na partitura de "O Trenzinho Caipira", de Heitor Villa-Lobos.

As notas musicais dançantes são parte essencial de tudo o que se passa, pois dão vida, alegria e leveza às cenas. Quem dera tivéssemos notas musicais dançantes para dar cor aos nossos dias (Bruno Boer, Liza da Matta, Carol Pina, Pablo Marcell, Flávia Rodrigues, Sara Chaves).

Alice então conhece a Coelha (Antonia Périssé), que vai ajudá-la a ver como seria o País das Maravilhas, um mundo evoluído, em que todos possuem acesso à saúde, cultura e educação, um lugar onde o meio ambiente é preservado, os animais são protegidos, e em que todos os sonhos possam se tornar realidade.

Em seguida aparece a Rainha de Copas (Luisa Périssé), nada modesta e cheia de si, que no fundo é uma boa pessoa, para trazer temas de extrema relevância como empoderamento feminino e amor.

O Chapeleiro Maluco (Sergio Duarte), que possui um chapéu em que guarda memórias - uma espécie de pendrive, Virulino (Cláudio Handrey), que está o tempo todo tentando atacar e causar o caos no sistema, e Billy Cat (Danilo Ferreira), uma referência ao Gato Risonho da obra original, que aqui é o provedor 4G que leva Alice para conhecer as 7 Maravilhas do Mundo Moderno, assim como ela sempre sonhou, são personagens que fazem toda a diferença pois mantêm o ponto alto da peça em diversos momentos, apesar de tudo ter sido incrível e encantador.

A trilha sonora do musical é composta por obras de grandes compositores da música, como Heitor Villa-Lobos, Vivaldi, Beethoven, Mursogsky, Chopin, Debussy, Offenbach e Tchaikovsky.
O espetáculo é recheado de tiradas cômicas do começo ao fim, que fazem o espectador sair do teatro com a alma sorrindo. A peça é inspirada na famosa história da Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (pseudônimo do escritor Charles Lutwidge Dodgson), sendo muito fiel principalmente aos personagens.

Cheio de cores, emoções, musicalidade, inovações, elementos visuais, figurino impecável, elenco talentosíssimo, Alice no País da Internet revela-se uma peça para crianças e adultos, um espetáculo absolutamente cultural e atemporal, que estimula nossos jovens a buscarem outros conhecimentos através da tecnologia, misturando modernidade com clássicos.

No final, a atriz Heloísa Périssé se emocionou muito e pediu por um país melhor, assim como a sua personagem. Meus olhos se encheram de lágrimas quando ela disse que nosso amor por Deus pode falhar, mas que devemos focar e acreditar no amor que Deus sente por nós, pois este é maior do que tudo. Ela deixou também uma palavra para nossas vidas: metanoia. Se permita mudar a sua mentalidade, se arrepender, aprender, crescer e se transformar em um ser humano melhor.

Esta foi a apresentação de encerramento de 2017, mas em breve teremos mais!!

Apaixonem-se desde já por essa obra de arte cultural única e efervescente. 

Mais fotos do espetáculo:




























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