Entrevista com Frini Georgakopoulos


Autora de “Sou fã! E agora?” (Editora Seguinte) e coautora de “Criadores e Criaturas” (Editora Record), a jornalista e comunicadora Frini Georgakopoulos é referência na mediação de debates literários nos principais eventos do segmento. Na Bienal Internacional do Livro, do Rio de Janeiro e de São Paulo, em livrarias e via internet, já entrevistou inúmeros autores, entre eles Lauren Kate, Jennifer Niven, Kiera Cass, Julia Quinn, Colleen Hoover, Lucinda Riley, Sophie Kinsella, Cassandra Claire, Karin Slaughter, Paula Hawkins, Paula Pimenta, Thalita Rebouças, Carina Rissi, Carolina Munhóz, Raphael Draccon, Babi Dewet, Eduardo Spohr, Bianca Briones e muitos outros. Palestrante em eventos e cursos sobre cultura nerd, fandom e entretenimento, como os realizados na PUC-RJ e UERJ, Frini é criadora, curadora e apresentadora do Clube do Livro Saraiva, que acontece mensalmente há mais de oito anos na Saraiva do Rio Sul. Seu blog cheirodelivro.com está entre os 10 blogs nacionais sobre o tema e entre os 200 globais no site Blogs Brasil. É colunista literária do programa Painel da Manhã, da Rádio Roquette Pinto (94,1 FM). Frini é autora de artigo inédito e exclusivo “Literatura que cativa, conecta, encanta” da versão e-book de “O Livro Delas” (Ed. Rocco), obra integrante do projeto LitGirlsBr, e seu conto “Bem aqui” foi um dos 20 premiados no concurso “Brasil em Prosa”, promovido pela Amazon Brasil, Samsung e Jornal O Globo. Frini também tem contos publicados no wattpad (“Neena e o Farol” e “Temptation”) e na revista portuguesa BANG! (“Um Nobre Coração”). 


Você sempre leu bastante antes de se tornar escritora? Quais são suas obras favoritas de outros autores (nacionais e internacionais)? Sempre temos essa curiosidade sobre as pessoas que admiramos.
Passei a ler mais por volta dos quinze anos de idade, pois foi quando mudei de escola e comecei a ter aulas de literatura que mudaram a minha vida. Desde então, adquiri o hábito de ler bastante. Entre meus livros preferidos estão Duas vidas, dois destinos, de Katherine Peterson, O sol é para todos, da Harper Lee e O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger. Mas AMO Harry Potter, tudo que a Carina Rissi escreve e muuuuuuito mais!

Qual foi o primeiro passo que você deu para entrar no mercado literário? Nós, leitores, ficamos felizes por você ter acreditado em seu talento inicialmente, pois se isso não fosse dessa forma, não teríamos sido agraciados com suas obras.
Entrei no mercado como leitora, depois como comunicadora, mediadora e por fim como autora. Acho que o primeiro passo foi ler e depois foi entender que histórias mudaram a minha vida e que eu também posso ajudar outras pessoas nesse sentido. E terminar o primeiro livro é uma grande prova para mim mesma que podia dar certo. Depois é lapidar, acreditar e trabalhar.

Meu cantinho favorito para escrever é…
No sofá, na cama, na mesa ... desde que esteja focada, o lugar não importa.

Qual livro que você escreveu é o seu preferido e por qual motivo?
Até o momento escrevi um livro e sou coautora de outro. Acho que cada um tem um gosto especial porque foi um desafio e uma conquista única. “Sou fã! E agora?” é meu primeiro livro, mas é não ficção. Foi o primeiro que acabei e publiquei e ainda mais por uma editora enorme! Já o segundo foi o primeiro de ficção (sem contar os contos publicados na Amazon, Wattpad e revista) e foi um desafio GIGANTE! Então não tenho como escolher, mas sim amá-los de maneiras diferentes.

Se você olhar para toda a sua trajetória como escritora até aqui, você diria que seu maior desafio foi…
Acreditar que conseguiria terminar e que daria certo. O resto é trabalho, bom senso e oportunidade.

Quais são os seus conselhos para quem quer seguir a carreira de escritor?
Leia MUITO e tenha uma leitura crítica. Entenda o que te move e porque isso acontece. Isso vai te ajudar a criar as suas próprias histórias. Tenha um diferencial. Contar histórias todos podem contar, mas o que te move a contar aquela história? Por que ela é diferente?Encontre UMA pessoa para ser sua editora. Ela precisa ser uma leitora crítica também e não alguém que vai achar tudo que você escreve incrível. Você precisa de uma pessoa para te dizer o que funciona e o que não. Mas é essencial ter humildade para ouvir essa pessoa e também sua futura editora. Mudar, adaptar, cortar, editar, tudo isso faz parte do processo. Nenhum texto é pronto de cara. Seja humilde e tenha bom senso para entender quando é preciso mudar e quando é preciso manter. Acredite em você e corra atrás. Nada vai cair do céu. TRABALHE. 

Você pode nos contar um pouquinho dos seus planos para o próximo ano?
Só conto quando estão para serem realizados. Por enquanto são planos e possibilidades. Então o segredo permanece ;)

O que você considera mais gratificante na profissão de escritor?
Quando alguém diz que as minhas palavras tiveram um impacto positivo na vida deles. Isso faz valer todo o trabalho.

Frase que me dá forças quando preciso...
Alive and Loud. Era o que um professor me dizia. Algo como “Viva em voz alta”. Tenho uma tatuagem com as palavras no pulso.

Existe alguma temática que seja recorrente em seus livros? Se sim, isso é casual ou feito por algum motivo específico?
Tudo que eu escrevo tem simbolismo e é intencional. É o que conecta tudo que eu escrevo seja conto, ficção ou não. Cabe ao leitor encontrá-lo. :)

Você se identifica muito com algum de seus personagens? Qual deles e quais seriam essas características em comum?
Todos os personagens que criei tem algo de mim, mas nenhum é autobiográfico. 

Tome um de seus livros como referência e tente nos contar como foi o seu processo de escrita.
Sempre crio a história primeiro para depois colocar no papel. Começo ou com uma situação ou com personagens e só sento para escrever depois que tenho praticamente tudo na cabeça. Geralmente também tenho uma ou algumas músicas que serão a “trilha” daquela história. Depois que as encontro, ouço no repeat até criar a história toda. Com a ideia estruturada, aí sento e o processo é longo! Fico HORAS de uma só vez para passar tudo para o papel. Depois de terminado, fico uns dias sem ler e depois entro para revisar e editar.

Sei que hoje em dia podemos acompanhar muito da vida dos nossos queridos autores principalmente em aplicativos como Insta Stories. Mas adoraríamos saber através das suas palavras, quem é você no dia a dia?
Sou uma workaholic que quer mudar o mundo uma história de cada vez. 

Qual você diria que é a sua maior fonte de inspiração?
Boas histórias, sejam elas reais ou fictícias.

Como foi a experiência de escrever Criaturas e Criadores? Foi uma novidade para você dividir um livro com outros autores (neste caso, os amadíssimos Raphael Montes, Raphael Draccon e Carolina Munhóz)?
Foi um enorme desafio, pois embora eu tenha experiência com escrita, eles têm uma legião de fãs. Então eu não podia desapontar! Foi difícil criar a história por várias razões, mas o resultado é algo do qual me orgulho muito. Amo o Fantasma da Ópera desde a adolescência e escrever sobre ele foi uma responsabilidade gigantesca e um prazer enorme! 

Gostaria de deixar uma mensagem para seus leitores? Fique à vontade.
Leiam, escrevam, postem, mas sejam FELIZES! Nenhum like ou share vale a felicidade de vocês. Sejam originais, felizes e vivam em voz alta!

Somos muito gratos pela oportunidade de recebê-la no Blog PontoComCultural!

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2 comentários

  1. Adorei a entrevista. A Frini é uma pessoa super carismática e querida, difícil não se tornar fã do trab e da pessoa.

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