Crítica de cinema - O Rei do Show (2017)


País: EUA
Título original: The Greatest Showman
Data de lançamento: 25 de dezembro de 2017
Duração: 1h45min.
Classificação: 16 anos
Direção: Michael Gracey
Elenco: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron, Zendaya, Rebecca Ferguson, Paul Sparks, Keala Settle, Yahya Abdul-Mateen, Fredric Lehne, Gayle Rankin, Tina Benko, 
Roterista: Bill Condon, Jenny Bicks
Gênero: Musical, Drama, Biografia
Distribuidora: Fox Film do Brasil

Sinopse: De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P.T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha do patrão do pai e dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo abrindo uma espécie de museu de curiosidades. O empreendimento fracassa, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por freaks, fraudes, bizarrices e rejeitados de todos os tipos.


O filme conta a história de Phineas Taylor Barnum, conhecido como P.T. Barnum. Ainda quando crianças, Phineas e Charity se apaixonaram. O pai de Phineas sempre foi muito humilhado e isso ficou guardado no coração do jovem, que cresceu com uma vontade intensa de "ser alguém na vida". Um pouco mais velho, Phineas retorna à casa dos pais de Charity para buscá-la. Os dois compartilham uma paixão pela magia. Pouco tempo depois eles formam uma linda família, com duas filhas, vividas pelas atrizes Austyn Johnson e Cameron Seely.

Phineas trabalhava em uma empresa que recebeu decretação de falência, e todos os funcionários foram demitidos, inclusive ele. A partir de então, buscou novas opções e, certa noite, teve a ideia de criar um museu de curiosidades. O empreendimento não prospera, e ele precisa encontrar outra alternativa. Ele então resolve investir em uma espécie de show dos horrores.

Ele procura pessoas diferentes e faz a proposta de estrelarem um verdadeiro show. Algumas pessoas não se sentem confortáveis com a proposta, mas depois acabam cedendo. Outras, por iniciativa própria, procuram P.T. Barnum para fazer parte do espetáculo. 

O filme é tão intenso do começo ao fim, que você consegue sentir o que os personagens sentem, principalmente quando você se identifica com eles. Você não precisa ter uma barba no rosto, ou ter o corpo inteiro tatuado, ou ser extremamente alto ou baixo para sentir o que eles sentem. Basta que você tenha medo de ser quem você é perante a sociedade. E acho que isso é mais comum do que possamos imaginar.

Quando não estamos felizes com os nossos corpos, com o exterior, nosso interior fica abalado. E o filme mostra como essas pessoas encontram a força dentro de si e resolvem se mostrar para o mundo, independentemente do fato de serem diferentes do que é julgado normal.

Cada palavra, cada olhar, cada história, eu pude sentir fortemente dentro do meu coração. A trilha sonora, principalmente a música This is me, nos transmite a mensagem central do musical.

A performance de todo o elenco foi incrível. Havia verdade em tudo o que faziam. Eu me apaixonei profundamente por cada um deles. Ver o P.T. Barnum perder a cabeça e magoar tantas pessoas doeu em mim, como se eu estivesse lá com eles.

Eu me emocionei durante todo o filme, pois são muitas as mensagens passadas através dos cenários, dos personagens, de cada música. Veja este show (fica difícil dizer que é apenas um filme) e tente não sentir nada. Impossível! Você sai de lá se sentindo diferente, como se tivesse recebido uma carga de força. Força interior, paz, sabedoria para ser quem você é, sem pensar no que os outros irão pensar.

Recomendo este filme para pessoas de todas as idades. Pois é uma oportunidade única de perceber o mundo através de outros olhos. As mensagens que recebi em O Rei do Show se aproximam muito dos meus sentimentos ao assistir Extraordinário, porém são filmes com "pegadas" diferentes, mas que focam em lições de vida transmitidas de forma sutil. Com muita intensidade.

Algumas curiosidades sobre o filme (Fonte: AdoroCinema):
Desde 2009 os produtores já tinham em mente que seria Hugh Jackman o protagonista da trama.
- Hugh Jackman integrou o elenco de Os Miseráveis (2012).
- É o primeiro filme dirigido por Michael Gracey.
- Anne Hathaway, Carey Mulligan, Ellen Page foram cogitadas para interpretar Jenny Lind, papel que depois ficaria com Rebecca Ferguson.
- Hugh Jackman e Michelle Williams já trabalharam juntos em A Lista - Você está livre hoje? (2008). Já Zac Efron Yahya Abdul-Mateen se encontraram em Baywatch (2017).
Rebecca Ferguson revelou em uma entrevista que ficou muito nervosa quando soube que teria que cantar uma música na frente do público e também da própria equipe do filme. Quem a encorajou foi Hugh Jackman.
- Zendaya fez todas as acrobacias, sem precisar de dublê.
O longa apresenta onze canções, escritas por Benj Pasek e Justin Paul, os mesmos compositores do musical La La Land: Cantando estações (2016).
Este é o quinto filme musical de Zac Efron. Além da trilogia High School Musical, o astro também protagonizou Hairspray: Em busca da fama (2007).
O longa é baseado na vida do empresário P.T. Barnum, que, inclusive, já foi tema de um musical da Broadway, intitulado Barnum. Para se preparar para o papel, Hugh Jackman leu vários livros sobre a vida do empreendedor.
A personagem de Rebecca Ferguson foi dublada por Loren Allred, pois, apesar da atriz ter estudado canto, sua personagem é considerada a melhor cantora do mundo. De qualquer forma, Ferguson cantou uma música nos extras do filme para ajudá-la a entrar no papel.
“O Maior Espetáculo da Terra”, inventado por P.T. Barnum, permaneceu em cartaz no Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus até o início de 2017.

Assista ao trailer oficial: https://goo.gl/GcbDHvhttps://goo.gl/7gyXWk

Obs.: A imagem que coloquei para divulgar a crítica é de um pôster da CCXP 2017 que uma grande amiga trouxe de presente para mim.

Crítica por Bruna Brezolini

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