Resenha - Aprendendo a Seduzir - Editora Essência


Título Original: Educating Caroline
Autor(a): Patricia Cabot

Editora: Essência (Selo da Planeta)
Páginas: 366
Ano de lançamento: 1998
Gênero: Romance de Época

Sinopse: Lady Caroline Linford é uma garota de sorte. Está prestes a subir ao altar com um homem de quem gosta e que, ainda por cima, havia salvado a vida de seu irmão. Tudo segue nos trilhos até ela flagrar o noivo, o marquês de Wilchisea, em um momento íntimo com outra mulher.

Como Caroline poderia se casar com um homem cujos beijos, durante meses e meses, tinham-na feito sentir-se a garota mais afortunada do mundo... só para dar-se conta de que ele guardava seus verdadeiros beijos para outra? O marquês nunca – nem uma única vez – tinha beijado-a com aquela intensidade. Até aquela noite, Caroline pensava que eram felizes. Que ele a amava.

Impedida de cancelar o casamento, a jovem não se faz de rogada e toma uma decisão: aprender a ser uma femme fatale para, ao mesmo tempo, assumir o papel de esposa e amante de seu futuro marido, assim, ele não precisaria mais recorrer a outra mulher para satisfazer seu apetite na cama.

Em troca de uma informação privilegiada, Caroline convence Braden Granville, admirado em toda a Inglaterra por suas habilidades como amante, a dar-lhe aulas – teóricas, é claro! – sobre o amor. Logo nas primeiras classes, porém, voam faíscas e as barreiras entre professor e aluna são colocadas à prova...

Patricia Cabot é o pseudônimo que Meg Cabot, autora da série “O Diário da Princesa”, usa para escrever romances de época.

“Aprendendo a seduzir” completará 20 anos de sua publicação original ano que vem (2018) e, embora já tenha sido lançado no Brasil há algum tempo, só o foi após o sucesso dos livros em que a autora assina com o próprio nome. Além de “O Diário da Princesa”, também a série “A Mediadora” e outros com foco no público NA (New Adult), como “Garoto encontra Garota”, por exemplo.

Assim como nos livros mais voltados a adolescentes, em romances de época Meg Cabot também se sai muito bem, porque tem uma escrita envolvente e não se limita à história do casal protagonista, mas também cria uma trama secundária repleta de intrigas e reviravoltas.

Lady Caroline é uma moça típica de sua época...desconhece os fatos da vida e confunde sentimentos: aceitou uma proposta de casamento mais por uma (suposta) gratidão do que por amor. E se considera suficiente, até encontrar seu noivo com outra mulher em uma cena comprometedora.

A partir de então ela quer mudar. Quer ser para o futuro marido mais do que uma dama para ele desfilar na sociedade. Para ajudá-la, escolhe Braden Granville, que não possui linhagem nobre, nasceu na periferia, fez fortuna com o próprio esforço e, depois de umas páginas, descobriremos que também foi enganado.

O que nem Caroline nem Braden imaginavam é que, o que deveria ser apenas “educação”, transforma-se em paixão.

Os protagonistas são cativantes e, em relação aos secundários, o irmão de Caroline está quase sempre enrascado; a mãe é o protótipo da aristocrata que vive de aparências; existe a melhor amiga, Emily, uma sufragista, o que dá um pequeno toque de crítica social a um livro feito para entreter, e os amantes sem nenhum caráter: Lord Wilchisea e Lady Seldon, que acabam sendo o motivo da aproximação de Caroline e Braden (alguma coisa boa aqueles dois precisavam fazer).

O livro possui algumas cenas sensuais, mas muito bem contextualizadas, ou seja, elas fazem parte do enredo e não o suplantam, ao contrário de algumas obras que privilegiam a parte física em detrimento do conteúdo.

“Aprendendo a seduzir” é um romance para leitores românticos.

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Resenhista colaboradora Rita de Cássia

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