Resenha - Repensando o Narcisismo - Réptil Editora


Título Original: Rethinking Narcissism
Autor(a): Craig Malkin
Tradução: Maria Isabel Lamim
Editora: Réptil
Páginas: 285
Ano de Lançamento: 2015
Gênero: Estudo Psicológico

Sinopse: Quando a maioria de nós escuta as palavras “narcisismo” e “narcisista”, imaginamos pessoas insuportáveis e vaidosas que não conseguem parar de falar sobre si mesmas. Mas, na maior parte das vezes, entendemos tudo errado: muitos narcisistas não são movidos pelas aparências, pela fama ou pelo dinheiro – alguns podem ser tímidos e agradáveis. A verdade surpreendente é que fomos distraídos por um estereótipo vazio que nos cega para sinais de perigo muito mais confiáveis; e toda uma geração está sofrendo por causa disso.
Com testes, análises e um guia especialmente voltado para pais e filhos, Repensando o narcisismo não apenas desconstrói os clichês sobre esta complexa condição psicológica, como ajuda todos, inclusive aqueles que não se sentem especiais o bastante, a ganhar autonomia e levar uma vida mais intensa e plena. Além de estratégias para reconhecer e conviver com o narcisismo em excesso ou a falta dele, o livro apresenta também ferramentas para o desenvolvimento de uma versão saudável do narcisismo, tanto em nós mesmos quanto nos nossos amigos, parceiros, colegas de trabalho e familiares. 

“É que Narciso acha feio o que não é espelho” 
(trecho de Sampa, Caetano Veloso)

Não conhecia o livro, tampouco o autor e nem a Editora, até que a Bruna Brezolini (dona do  blog) perguntou quem queria resenhá-lo.

Eu me ofereci e foi a melhor leitura que comecei no fim do ano passado e terminei na primeira semana deste.

A leitura é interessantíssima, com apresentação do mito de Narciso, dados científicos, transcrição de casos e como enfrentar tanto a completa ausência quanto o excesso de narcisismo.

O autor tem uma escrita que prende a atenção dos leitores e gera curiosidade sobre o assunto. Ao final, senti vontade de me aprofundar, porque é uma obra que faz refletir e observar o que está ao nosso redor, seja no mundo real seja no virtual.

Uma das principais características do livro é que ele não parte do narcisismo como um mal em si mesmo. E isso é fundamental para a construção do pensamento que nos é apresentado. Não existe maniqueísmo.

Quero deixar bem claro que não é um livro de autoajuda. Não o encarem desta forma. Embora sejam apresentadas algumas ideias para solucionar determinados impasses, o foco é outro: desenvolver nossa capacidade de percepção e enfrentamento por nós mesmos. Não existe solução mágica.

Ele coloca uma escala de narcisismo e, dentro dela, a inexistência e o exagero podem comprometer nossa autoestima e como lidamos com nossos semelhantes. Por isso, empreende uma busca pelo que chama de “narcisismo saudável”, o que, grosso modo, seria uma vaidade “sob controle”. Traduzindo: seria uma pessoa que, dentro do espectro, possui bom conceito de si própria, mas não se considera superior aos seus semelhantes.

Importante, também, a contextualização, em que se destacam as informações sobre como a Psicologia entendeu a questão através dos tempos; o surgimento do problema e modos de lidar com ele em diversos aspectos de nossas vidas: na família, no trabalho, em relacionamentos amorosos, de amizade e até nas redes sociais.

É um livro com um propósito: tornar nossa vida melhor. E, depois da leitura, sinto-me uma pessoa, se não melhor, ao menos com vontade de sê-lo.

No meio de uma época em que a oferta é imensa mas nem sempre o conteúdo caminha junto, esta é uma obra que faz diferença, especialmente em virtude de algumas frases excepcionais, como “uma vida feliz é o balanço do nosso autointeresse com as necessidades dos demais”.

Por tudo isso, recomendo demais a leitura. Abracem este livro. Pratiquem a empatia. 

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Resenhista colaboradora Rita de Cássia

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